Dia de depoimentos, reunião com OAB e mandados de busca e apreensão em São Gabriel

Pâmela Rubin Matge

Dia de depoimentos, reunião com OAB e mandados de busca e apreensão em São Gabriel

Parte da movimentação de pessoas e veículos na delegacia de Polícia Civil, que fica na Rua João Manoel, no centro de São Gabriel, nesta quarta-feira (24), anunciavam o cenário de mais um dia de investigação do Caso Gabriel. O jovem, que não tinha antecedentes criminais, foi visto com vida pela última vez entre a noite de 12 e a madrugada de 13 de agosto, após entrar em uma viatura da Brigada Militar (BM).  As buscas começaram somente quatro dias depois. No dia 19, às 16h40min, o corpo do jovem foi encontrado dentro de um açude na localidade da Lava Pé. O crime, que aconteceu no centro-oeste do Rio Grande do Sul tem gerado comoção popular e revolta por todo o Estado.

Conforme o delegado José Soares Bastos, seis policiais prestaram depoimentos como testemunhas ao longo do dia. Três pela manhã e três à tarde. O objetivo da polícia é analisar a dinâmica de todas as equipes da Brigada Militar (BM) que prestaram serviço na noite do crime. Imagens de câmeras de videomonitoramento de diversos pontos da cidade estão sendo analisadas.

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Vania Barreto, advogada que defende dois dos três policiais suspeitos, os soldados Cleber Renato Ramos de Lima e Raul Veras Pedroso confirmou que acompanharia o depoimento de algumas testemunhas nesta tarde. O outro policial investigado é o sargento Arleu Júnior Cardoso Jacobsen. Os três seguem recolhidos no Presídio Militar na Capital gaúcha.

Também nesta quarta, foram realizados mandados de busca e apreensão de materiais que podem colaborar com as investigações. O conteúdo e o local onde foram feitas as apreensões não foram divulgados.

Carros, celulares e GPS sob perícia

Os telefones celulares dos policiais investigados, o GPS da viatura em que eles estavam e uma outra viatura policial da cidade passaram por perícia. Na manhã desta quarta-feira, o carro do soldado De Lima também foi apreendido para perícia. 

Na quinta-feira, a mulher que acionou a Brigada Militar (BM) na noite da abordagem ao jovem, vai prestar depoimento.

Além do inquérito da Polícia Civil, há uma investigação feita pela Corregedoria da Brigada Militar, com sede em Porto Alegre.

Reunião com a OAB

Pela manhã, uma reunião na OAB-São Gabriel reuniu advogados e representantes da Polícia Civil, Brigada Militar e Executivo municipal. Um dos objetivos do encontro era cobrar celeridade e transparência na apuração do caso. O presidente da OAB/RS Leonardo Lamachia esteve presente e reforçou o papel da OAB, que vem acompanhando este caso desde o início:

– A OAB tem duas funções basicamente, garantir o trabalho e as prerrogativas dos advogados envolvidos, tanto da advogada da família do Gabriel, quanto dos advogados dos acusados, assim como a OAB também busca uma apuração célere desse caso.

Lamachia frisa que devido a sua gravidade, a OAB segue acompanhando o caso:

– Caso a investigação comprove a participação de agentes públicos, que possuem a missão de defender a sociedade, nesses casos nós precisamos de uma punição exemplar, porque necessitamos que os agentes públicos não podem realizar atos de violência que causem insegurança na sociedade – afirma.

O presidente da OAB ainda comenta que a reunião teve um saldo positivo, pois deve ser realizada uma reunião junto ao Governo do Estado, requerendo a designação de um Comandante da Brigada para São Gabriel e também um médico legista para a cidade.

*Colaborou Vitória Parise

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